A palestra dada pelo director do Teatro Circo, Rui Madeira, foi muito interessante e informou-nos acerca de alguns problemas encontrados quando um clube de teatro é formado. Foi engraçado quando disse para todos nós desistirmos antes de começarmos, havia uma sala com muitas pessoas e ele dizia francamente que nem metade das pessoas iam ficar. Participar em teatro devem ser feito por prazer porque consome muito tempo e tem muitos aspectos diferentes que são interdependentes.
O Director pareceu uma pessoa que sabia e gostava muito do que ele faz, quando falava de um assunto que ele queria realçar para nós compreendermos, o tom de voz aumentava e ficava animado.
Na opinião dele a imaginação da juventude de hoje em dia é inexistente. Os jovens não leiam livros só por ler, quando é necessário ler um texto para um trabalho, por exemplo, eles têm a atitude errada. “Só a mudança de respiração é uma mudança de atitude”, disse o director. A linguagem corporal também influencia a maneira de ler um texto, e deu o exemplo de uns alunos lá atrás na sala que estavam quase a dormir e não muito entusiásticos sobre o assunto.
Referiu a alguns textos e como uma interpretação diferente pode mudar completamente a ideia de percepção do texto quando a peça é representada. A menina Júlia (um exemplo) que era uma mulher de meia-idade que estava apaixonada pelo empregado, um director mudou a interpretação completamente, só a mudar uma característica corporal do carácter, dando à mulher uma cicatriz no rosto. A partir daí a história mudou de sentido.
Foi um prazer atender uma palestra de Rui Madeira em que ele mostrou que o teatro tem outra maneira de ser interpretado e nem sempre uma coisa dita é necessariamente como aparece. A palavra mata” é uma frase verdadeira que ficou na minha memória.
Alzira Dias
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